Roberto Alban Galeria

Artistas Artista

Guilherme Dable

Guilherme Dable

Guilherme Bueno

Há duas cenas marcantes da história da pintura na metade do século XX: a primeira, mais conhecida, é a sequência com Jackson Pollock filmada por Hans Namuth, na qual ele comenta rapidamente seu método de trabalho, logo a seguir "demonstrado" em uma tela e um vidro; a segunda, célebre mas menos vista, traz o encontro de Duke Ellington e Joan Miró no ateliê do último em Jan les Pins, no sul da França.

Estratégias de fragmentos

Mario Gioia

Álibis, Desvios e Atos Falhos sedimenta um caminho para o qual a obra de Guilherme Dable se dirigia com naturalidade. Isso é atestado especialmente pela peça tridimensional que o artista gaúcho instala na maior sala expositiva da galeria Eduardo Fernandes. A primeira individual de Dable em São Paulo apresenta um conjunto fluido de trabalhos, em que a pintura, o desenho, a escultura e a instalação são linguagens que se mesclam e geram resultados de difícil determinação, mas dotados de sentidos e significados móveis e inquietos.

O Esboço do Inexequível

Adriane Hernandez

Quando o desenho mostra tantas ausências, desmentiria ele a lógica do desenho e do desenhar? Conduzindo insigni_câncias pela potência de um vazio, com pouco – ou muito – ruído, faz notar-se.

Quase figura

Eduardo Veras

Há algo meio hipnótico no encontro de diferentes materiais. Nos desenhos de Guilherme Dable, mesmo depois de os trabalhos serem dados como prontos, os materiais permanecem, um a um, mais ou menos reconhecíveis: o papel branco, que nunca desaparece por completo e cujas porções – justamente, em branco – são decisivas na construção da imagem; o grafite, base da linha, base do desenho; a tinta acrílica; a perfumada cera de abelha; o bastão de óleo; a fita crepe, que, mesmo depois de removida, deixa o traço rascante de sua presença.

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